ihiohiohiohioh
ihiohiohiohioh
ihiohiohiohiohMuito engraçado!
Wagner Lindão!!!
Já me
disseram que eu falo difícil não, que sou
pseudo-inteligente.
Foi triste, na verdade muito triste porque quem
me disse, não diretamente, foi um ex-namorado. (Terminamos
recentemente) discutíamos muito e certa vez ele disse que
usava palavras difíceis e em desuso e que eu estava sendo
fresca. Isso me irritou muito, não pelo fato dele ter me
chamado indiretamente de pseudo-inteligente, mas sim por eu ter
passado oito meses com uma pessoa que não sabe o significado
da palavra “Caturrice”
pelo amor de Deus! Minha vó me dizia:
“deixa de caturrice, menina!” Ou não seja
caturra”! Tão natural é essa palavra, e o bobo
veio interpelar-me logo por ela. Tolo!
Certa vez, numa de nossas inúmeras
altercações ele disse “você não
pode ficar nessa dubiedade”. Eu ri, fingi que não
conhecia o significado da palavra e perguntei: “O
quê?”
E ele lá, com maior ar de
arrogância, todo ditoso, triunfante por eu não
conhecer essa sua palavra nova. No momento eu ri, mas depois fiquei
com raiva. Eu não tenho obrigação de deixar de
usar minhas palavras que custei a aprender, só por quê
tenho um namorado que não me entende, eu falo do
jeito que eu quiser e bem entender.Meu
queridíssimo Fernando Sabino
chamava isso de: “Tecnolês”
A boca é minha, o conhecimento é meu! Não irei
inutilizar os livros e tudo o mais que li, só por causa de
um conformado que não procura um dicionário
e já disse, falo o que quiser e como
quiser, até palavrão; caralho! porra!

Mas só não falo estas coisas porque senão igualar-me ia a ele e não quero!
Quero ser o ideal de mulher para um Nelson
Rodrigues, isso sim!!!

A amizade é
verdadeiramente essencial, ainda mais quando gostamos de um amigo
indiscriminadamente, sem favores, sem nada em troca, só a
companhia e a atenção.
Mesmo sabendo que a maior utopia do homem é achar um ouvinte, vivo na ilusão
de ver este ouvinte nos meus amigos, e mais precisamente numa amiga amável que
Deus colocou em meu caminho! Seu nome é Rosangela Barros, uma doce menina, a qual
me identifico, não só pela idade, mas pelos sonhos e determinação em realiza-los, nós até brincamos às vezes, por sermos tão parecidas. Só umas poucas dessemelhanças: Ela ama
a todos, é amável, paciente e boa ouvinte, sou totalmente o contrário! No mais nos identificamos.Na verdade: “Onde começa Rosangela e onde eu termino?” Srsrrsrsrsrsrs
O melhor são nossas risadas maléficas, quando tentamos entender os Homens, mais
precisamente um, que nós temos em comum, seu
nome é Dem#%¨@&...
Acho melhor não dizer!
Bem, numa de nossas conversas metafísicas, ela com uma ótica socialista, eu
totalmente arbitrária, percebemos que pessoas, não muito diferentes de nós,
que não tendo sonhado e programado fazer algo “escandaloso” eu diria
talvez, expressando melhor, “mirabolante” conseguiram peripécia sem
nunca sonhar em faze-lo, como: viajar ao exterior
sem mais nem menos... Conseguir um carro, passar no vestibular, essas coisas.
E nós, que temos sonhos tão mais simplórios, vivemos no medo de não realiza-los,
achando até que já está demorando demais, que já deveria ter acontecido. Por que?
É a grande incógnita!
Ontem discutíamos isso! À noite, uma rua linda, arborizada, orvalho nos meus cabelos,
um futuro tão próximo, tão bem desenhado pelas nossas mentes, que quase podíamos toca-lo...
Cheguei a conclusão, quando nos despedimos, que, bem, sei que é totalmente infantil e
ingênua essa visão, mas é a coisa mais provável; entendi que nada acontece por acaso,
tudo está escrito, a exemplo à nossa amizade, que começou totalmente despretensiosa, na rua de
minha casa, descobrimos, despretensiosamente, o francês em comum, o ideal de homem,
O passado assombroso, e a mesma vontade de ser mais do que somos... E penso que se já tivéssemos realizado os nossos sonhos, nunca nos conheceríamos, nem nos veríamos.
E como ela mesma citou, apropriando os versos da canção de Los hermanos :
“ Hj até quem me vê lendo um jornal na fila do pão, sabe que eu te encontrei”!
Deus permita que seja simples e pura nossa amizade,
enquanto durar.
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